Com o desafio de alcançar a universalização dos serviços de saneamento até 2033, o Brasil enfrenta um cenário onde aproximadamente 16% da população ainda carece de acesso a abastecimento de água e cerca de 40% está desprovida de coleta de esgoto. Dados de 2021 revelam que somente 51% do esgoto gerado é tratado, deixando clara a necessidade premente de um incremento substancial em investimentos e políticas de despoluição. Este esforço requer não apenas um salto sem precedentes de mais que o dobro do montante médio anual até o ano alvo, mas também um alinhamento eficaz entre setores públicos e privados, com ambos contribuindo vitalmente para sanar um hiato de investimento gigantesco. Neste contexto, o recém-criado Programa Novo Rio Pinheiros, em São Paulo, emerge como um caso de sucesso a ser replicado, evidenciando o potencial de ações integradas para revitalizar o meio ambiente urbano e melhorar a qualidade de vida da população. Mesmo face aos avanços, as disparidades regionais permanecem um obstáculo, com regiões do Norte e Nordeste do país apresentando acentuada carência em infraestrutura de saneamento. São necessários intensos investimentos, inovação tecnológica e uma governança colaborativa para que o Brasil possa alcançar não só a universalização do saneamento, mas a materialização de seus benefícios múltiplos, incluindo avanços em saúde pública, produtividade e bem-estar social.
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